Construtoras também têm resultados negativos

Construtoras também têm resultados negativos

No setor imobiliário de Natal e região metropolitana, o primeiro trimestre do ano também não foi favorável para vendas. Pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon RN), que considera informações de 27 empresas, mostra que o setor vendeu 286 unidades residenciais entre janeiro e março, 98 a menos que no trimestre anterior.

O índice de velocidade de vendas (IVV) do setor, que chegou ao final de março em 4,80%, também ficou abaixo do registrado no trimestre anterior, quando ficou em 5,67%. Outro indicador em queda foi o emprego. Houve perda de 70 postos de trabalho, uma redução de 3,24%, segundo os dados.

Os apartamentos e as casas foram os imóveis com maiores IVV. Respectivamente, tiveram crescimento de 7% e 7,2% nas vendas. Ainda segundo os dados, os imóveis em fase de acabamento foram os mais vendidos em março (10,8%). Os imóveis prontos aparecem em seguida com percentual de venda de 9,6%. No mês de março, todas as vendas ocorreram em Natal e Parnamirim. A maioria das vendas foram registradas na zona Sul de Natal. Ponta Negra aparece na liderança com 20% dos imóveis vendidos, seguido por Lagoa Nova (13,2%) e Capim Macio (10,5%).

O número de imóveis residenciais ofertados em Natal e Grande Natal passou de 2.433  (dezembro/2016) para 2.375 (março de 2017). A queda é um reflexo da falta de lançamentos de imóveis e novos empreendimentos. Ao longo do trimestre, só foram registrados lançamentos em fevereiro. Foram 43 imóveis residenciais.

“O ciclo da construção civil é muito longo. O sinal amarelo já está aceso. Não temos novos lançamentos. Isso é uma preocupação no ponto de vista para o consumidor e da geração de empregos. A indústria da construção civil é um pouco intermitente. Ela abre uma obra, encerra o trabalho e precisa de outra imediatamente para que possa dar continuidade às suas atividades”, explica a vice-presidente do Sinduscon, Larissa Dantas. O número de lançamentos em fevereiro, conforme explicou o diretor de Mercado Imobiliário do Sinduscon, Francisco Vasconcelos, é pontual.

“Há 1 ano e 8 meses não temos lançamentos de prédios e casas no mercado e isso afeta diretamente na oferta e nos preços. Com a  melhoria da inflação, a redução da taxa de juros e a volta da confiança do consumidor na economia, o segundo semestre deve começar a melhorar e em 2018 deve acontecer a retomada significativa do mercado”, destacou.

Fonte: Tribuna do Norte

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